Comunidade terapêutica e (re)educação

Ronaldo Martins Gomes

Resumo


O presente artigo discute a comunidade terapêutica para dependentes químicos enquanto instituição social, a partir de três eixos do processo de tratamento que, idealmente, pretende conduzir o residente à recuperação: a) o eixo teológico – a valoração da espiritualidade, b) eixo coercivo – regras e regimento interno e c) linguagem – a construção de um novo referencial, a (re)educação. Tais elementos atuam como parte de um processo que busca criar condições de autonomia, isso é, devolver para o consumidor de substâncias psicoativas o controle sobre sua vontade. A possibilidade de abandono do uso/abuso implica em duas situações necessárias: a) uso parcial (uso controlado) ou superação do uso (abstinência total). No que respeita aos métodos utilizados nesse artigo, se usará o histórico e o descritivo. O texto manterá um diálogo, ainda que superficial, com Goffman sobre o conceito de instituição total e como esse se aplica ou são à comunidade terapêutica. Como o assunto se refere a investigação sobre as ações concretas de um tipo de instituição que se propõem a desenvolver alguma forma de (re)educação, é de relevância discutir a comunidade terapêutica para dependentes químicos enquanto fenômeno sócio-educativo e, ao se considerar qualquer projeto dessa natureza não se pode deixar de questionar quais são os interesses e os valores que estão envolvidos.

Palavras-chave: Comunidade. Terapia. Convivência. Instituição.


Palavras-chave


Comunidade; Terapia; Convivência; Instituição;

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E-ISSN: 1984-5103